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- A prejudicial falta de atividades interdisciplinares
Confira os motivos que levam a escola a não trabalhar com atividades interdisciplinares A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) incentiva a interdisciplinaridade entre as disciplinas, em resumo isso significa que as disciplinas não são estudadas isoladamente, elas se mesclam. Um exemplo disso: o professor de inglês solicita aos alunos um trabalho sobre como o inglês foi difundido ao redor do mundo e como as ex-colônias receberam a influência na língua (relação com a disciplina de história), dados econômicos desses países (relação com matemática e geografia), como se deu a miscigenação entre a língua inglesa e as línguas locais (relação com história e semântica). Assim, podemos perceber que um trabalho não engloba somente uma disciplina, mas várias. Só que na prática escolar, essa interdisciplinaridade está pouco presente. Levantamos alguns motivos para isso estar ocorrendo: o pouco tempo para preparar as atividades, a dificuldade de comunicação entre os professores, a falta de materiais de apoio e qualificação. A maioria dos professores da rede pública de ensino acumulam dezenas de aulas para conseguir ter um salário digno, isso se reflete diretamente na qualidade do seu trabalho, que acaba sendo prejudicado. Os alunos também saem perdendo, pois poderiam aprender de maneira contextualizada os conteúdos escolares. Infelizmente, o professor tem pouco tempo para preparar aulas, provas e trabalhos interdisciplinares. Para desenvolver atividades com as características requeridas pela BNCC é preciso tempo para que os professores possam desenvolvê-las. Essa falta de tempo é um problema estrutural e complexo da realidade educacional brasileira que não prioriza condições de trabalho adequadas ao professor. Outro aspecto a ser considerado é a dificuldade comunicativa entre os próprios professores na escola. Seja por questões de áreas diferentes, como exatas e humanas, seja por não terem estudado na faculdade como relacionar sua disciplina com outra, o fato é que a falta de comunicação entre os professores para que entrem em um consenso e apliquem atividades interdisciplinares está prejudicando o aprendizado dos alunos. Um esforço precisa ser feito entre os professores, coordenação e direção para que dialoguem e encontrem maneiras de criar atividades que tenham interdisciplinaridade com as outras matérias. Aliás, esse esforço pode vir também por meio de protestos para exigir dos governantes a oferta de cursos de qualificação gratuita para os professores. Se a BNCC passou a pedir por interdisciplinaridade, então, o governo precisa oferecer aos professores a qualificação técnica necessária, afinal, essa responsabilidade não pode ser jogada nas costas dele que, na maioria dos casos, se quer estudou isso na graduação. A qualificação, entretanto, esbarra na falta de tempo do sobrecarregado professor. Contudo, tal problema pode ser suprimido com materiais desenvolvidos pelo governo em que constem ideias de atividades interdisciplinares. Como podemos notar, diversos são os fatores para a existência de poucas atividades interdisciplinares nas escolas. É preciso encontrar maneiras de sanar o problema com apoio governamental e de toda a classe educacional. Wilane Canuto
- Ensino domiciliar no Brasil: uma visão favorável
O ensino domiciliar é realidade em muitos países, como nos Estados Unidos e no Brasil, embora não haja, infelizmente, uma regulamentação em nosso país. Tal tipo de ensino é uma saída eficiente para as crianças que sofrem “bullying” na escola, além de evitar a manipulação ideológica praticada por alguns professores. Primeiramente, a escola não é um ambiente seguro para nossas crianças, exemplo disso são os casos de “bullying” que muitas sofrem. Como consequência, a saúde física e mental são prejudicadas e o rendimento escolar também. Vide o caso de Mogi das Cruzes, que dois jovens entraram na escola e mataram alguns colegas. Segundo relatos, eles eram vítimas de “bullying”, o que demonstra que a escola não é um ambiente seguro e que a reação dos que o sofrem pode acabar sendo extrema. Outro exemplo, são as crianças com necessidades especiais que são vítimas de “bullying” e nem sequer conseguem se defender sozinhas por conta de sua condição. Diante disso, o ensino domiciliar entra como solução para os pais que desejarem proteger seus filhos da violência praticada no ambiente escolar. Em segundo lugar, há ainda a questão da manipulação ideológica praticada por alguns educadores, seja no âmbito político, religioso ou sexual. Para exemplificar, houve um caso numa escola de Porto Alegre, em que um professor de português indicou um livro com cenas pornográficas para ser lido pelas crianças do sétimo ano. Tendo em vista que o Estado é falho na garantia de imparcialidade do ensino, os pais devem ter o direito de educar seus filhos em casa conforme a sua visão de mundo. Diante do exposto, conclui-se que a educação domiciliar protege nossas crianças, pois evita o “bullying” e a manipulação ideológica. Sendo assim, o Estado tem a obrigação de garantir os meios necessários para que essa educação seja feita com qualidade por meio de uma regulamentação e fiscalização constantes. Nota: Essa dissertação foi escrita em maio de 2021. Confira também o texto que traz uma visão contrária a esse tipo de ensino clicando aqui. Profe Wilane Canuto

