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Relação entre o currículo e os conteúdos da burguesia no museu Ema Klabin



O livro Documentos de identidade de Tomaz Tadeu da Silva aborda em determinado ponto sobre a importância de o currículo responder a duas questões "O quê?", em relação ao quê deve ser ensinado segundo o currículo e o "Por quê?" deve ser ensinado tal conteúdo. Podemos relacionar essas duas perguntas ao conteúdo do museu Ema Klabin, localizado em um bairro nobre da cidade de São Paulo. Nesse museu, há artefatos originados da burguesia; focaremos na sua biblioteca. Nela há diversos títulos e obras de pintores e autores renomados. Ora, tais conhecimentos são ensinados às classes abastadas da sociedade, sendo ela quem decide o quê - veja a pergunta do livro

de Tomaz - deve ser ensinado. Ainda que nas escolas públicas tenhamos acesso, mesmo que escasso e deficiente, às algumas dessas obras da burguesia, a questão que fica é "Se tais conhecimentos burgueses/europeus são importantes, o que dizer das artes populares do nosso país?". Não, nossas artes não são valorizadas como aquelas que estão no museu de Ema Klabin e outra questão é "Por quê" isso ocorre? Porque o mundo é assim: aquelas que possuem dinheiro são os que decidem o que é bom para os outros.

Enfatizo que Ema não é "culpada" por ter tido acesso às obras que poucos possuem ou se quer sabem que existem. Ela era generosa o suficiente para dividir o conhecimento acumulado nas suas prateleiras, tanto que atualmente podemos ler as inúmeras páginas de conteúdo importantes.



Profe Wilane Canuto.

 
 
 

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